Manish: um árabe para chamar de meu

Quibes fritos pequenos e deliciosos, quarteto de pastas e a AMADA cesta de pães assados na hora
Pão folha assado na hora. Borda gordinha e macia que vai afinando, tornando-se crocante e repleta de bom azeite e muito zahtar. Então, você pega uma colherada generosa de mahamara– a deliciosa pasta de pimentão vermelho e nozes–, deposita sobre ele, faz uma trouxinha e… repete a sequência com coalhada, humus, babaganuche. Amo tanto isso quanto amo um prato de bom espaguete al pomodoro e, olha, não é pouco amor.

Salão iluminado pela luz do sol do Manish
O novíssimo Manish, no Itaim, é primo de outro árabe que curto bem, o Saj, na Vila Madalena– a casa é de propriedade de Paulo Abbud, do Farabbud, Paulo Abbud Filho e Ricardo Castanho Pinho, donos do Saj. Até o nome remete ao irmão mais velho: saj é o pão folha banhando com azeite; manish é um saj com zahtar. A diferença entre os dois está muito mais no ambiente do que no menu: o salão do Manish é maior, mais chique (apesar de informal) e lindamente banhado por luz natural.

Esfihas "esticadinhas" de carne e zahtar e a fechada de escarola: massa impecável
O cardápio contempla pratos tradicionais como esfihas, quibes, tabule, fatouche e pastas– e cumpre muito bem o que promete.
Comecei minha refeição, claro, com o combinado de pães (R$ 9,90), que traz o manish e pão árabe preparados no momento do pedido (por isso pode demorar um pouco), e o ótimo quarteto de pastas (homus, coalhada, babaganuche e mahamara, R$ 19,90). Engrenei num suculento Chish Barak (capeletti de vitela mergulhados na coalhada com cebola dourada, pinoli e hortelã, R$ 32,90) cujo molho eu comi todinho– só faltou lamber a tigela.
Como adoro as esfihas fininhas e crocantes do Saj, replicadas no Manish, pedi a esticadinha de zahtar (R$ 4), a ótima de escarola com passas (R$ 4) e algumas de carne. A surpresa ficou por conta do quibe frito que em vez de vir em unidade grandona, é servido em trios de tamanho menor, super sequinhos, com camada fina de trigo e muita carne refogada com um toque de canela (R$ 5,90).

Chish Barak: capeletti de vitela mergulhados na coalhada, cebola dourada, pinoli e hortelã
Esta semana quero voltar lá para provar dois pratos que me deixaram babando de vontade: o tradicional charuto de folha de uva (R$ 20,90) e o quibe vegetariano, preparado com abóbora e trigo e recheados com legumes, cottage e amêndoas (R$ 26,90).
Para terminar feliz, um Chocolamour (R$ 12,50) com muuuuuuuuuuuuuuuita calda de chocolate

Chocolamour: só amor e muito chocolate derretido
Manish: Rua Horácio Lafer, 491, Itaim, tel.: 4301 5928



8 Comentários
Hummmm. realmente parece delicioso… Alilin e suas descobertas. Parabens pela postagem!!!
Erica Almeida @ junho 8, 2011 - 13:58
Mais um árabe igual aos outros. Pena. Culinária dos anos 60 ainda em voga no Brasil, nada de novidades. Aliás, a cesta de pães árabes quentinha é clonada do Kebab Salonu. Espero que ao menos seja boa. O Saj é ok, mas nada de demais.
Ricardo Amaral @ junho 8, 2011 - 16:14
Amo comida árabe e babei lendo esse post.
Ricardo Brun @ junho 8, 2011 - 16:17
Não vejo problema algum em termos novos restaurantes árabes com cardápios tradicionais da mesma maneira que não vejo problema em restaurantes italianos que servem lasanha e polpetone. Ser clássico não significa ser ultrapassado.
Ailin Aleixo @ junho 8, 2011 - 17:03
Hum Ailin. Sou suspeita para falar de árabes, ADORO! Tem um no centro que é surpreendente. O Raful. Vc já foi?
Beijos
Isis @ junho 8, 2011 - 17:21
Ricardo Amaral concordo com a Ailin de que ser clássico não significa ser ultrapassado, e ainda acrescento que ser ultrapassado não significa que não é bom também!
Andei pensando muito sobre o assunto na minha recente visita ao Vecchio Torino.
Tati Campêlo
http://www.gastronomiaefotografia.com.br
Tati Campêlo @ junho 8, 2011 - 21:00
Meu tio trabalha nesse restaurante
thiago @ junho 12, 2011 - 12:14
Cesta de pão árabe quentinho clonada???? Eu sou árabe e só comemos pão árabe assim, kkk. Isso não foi criação do Kebab Salonu!
E tem mais, como libanesa que sou, posso dizer com conhecimento, que comida árabe tradicional e BOA tem pouquíssimos restaurantes em SP. E esse é um deles!
E não tem NADA mais gostoso que comer uma comida “dos anos 60″ bem feita!
Valéria Jabur @ julho 13, 2011 - 23:53